Na minha vida, nos últimos tempos, quando eu quero falar pra alguém que eu estou com saudades e que adoraria reencontrar, eu uso a frase: "vamos tomar um café?" É meio que prima do "aparece lá em casa", só que faz mais sentido porque é um convite de verdade. Mesmo eu tomando muito pouco café na prática (já sou meio elétrica e o café me deixa excessivamente ligada), eu simplesmente adoro a ideia / o ritual de ir de verdade a um café gostoso pra jogar conversa fora ou até para fazer reunião. Adoro também o cheirinho do café recém passado ou saído da máquina, as xícaras e aconchego que estes ambientes geralmente têm. Em São Paulo, tem cafés para todos os gostos, em todos os lugares. Locais bem cuidados, simpáticos e cheios de gente bonita que fazem quase tudo, menos preocuparem-se necessariamente com o tal café. Eu fiquei com esta pulga atrás da orelha porque estive numa reunião com um cliente ligado ao café ontem e falávamos sobre as histórias que estão por trás do grão. Desde a da família do cafeicultor, no interior de Mina, por exemplo, ou onde for, passando pela cadeia toda, até chegar a baristas apaixonados e criativos e coffee lovers no sentido literal. O tal ritual não para de se ampliar e hoje em dia tem até creme para a pele a base de café. Mais ou menos trilhando o caminho do vinho e, mais recentemente, dos chás, o café tem tornado-se cada vez mais sofisticado e mágico na vida das pessoas. Ter uma máquina daquelas bonitonas em casa não é mais nenhum luxo e cria, ao final de um jantar, um delicioso momento de compartilhar / comentar gostos pessoais e alguns minutos de paz para jogar conversa fora. Eu já comentei a minha simpatia pelos rituais. Acho que eles reforçam os laços entre as pessoas e os momentos "high touch" em um mundo tão high tech. Não abro mão de abrir minha agenda para encontrar pessoalmente amigos (apesar das dificuldades logísticas da cidade grande) e tenho, cada vez mais, agendado cafés e almoços de negócios. Num primeiro momento, parecem inúteis. "Desperdício total de tempo", diria a Andréa durona e mão na massa. Mas, olhando assim com carinho pra eles, dá pra ver que boa parte dos contratos / acordos que fechei nos últimos tempos tiveram como co-participantes uma cafeteria e uma xícara de café fumegante pra dividir o assunto. Então tá, "vamos tomar um café?"
* este texto eu fiz mega inspirada no Daniel, Eduardo, João e na Cla. Eles sabem exatamente quem são e vão entender. Foi uma forma, sutil, de compartilhar com eles o quanto eu curti e saí empolgada da reunião de ontem. Que venham outros encontros e novas ideias, como as que surgirão na nossa reunião. Todas, claro, regadas ao mágico líquido negro :)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Psicoanalisadas
Eu, assim como muitas amigas e pessoas próximas, me rendi à terapia há alguns anos. Nada de exageros, mas consegui fazer a minha cabecinha dura admitir que mexer um pouco "dentro de casa" pode fazer bem. Claro, tem que ter coragem porque enfiar o dedo na ferida não é fácil coisa nenhuma! Quem disse que é, bom sujeito não é. É duro, doi e gera alguns momentos de rebeldia e até de raiva de pessoas que estão bem próximas. Familiares, coitados, são geralmente as primeiras vítimas. Afinal, são verdadeiros espelhos da nossa alma. Uma meleca isto. Quem mandou mexer? Ontem, falando com uma amiga poderoooosa e jornalista, comentávamos o assunto. Legal, somos corajosas e começamos a mexer maaaaaas, nem sempre as coisas têm um sentido psicológico. Se cairmos meio na onda do "Freud explica" podemos nos tornar excessivamente analíticas e viajamos demais com situações que podem ser o que são porque simplesmente são o que são. "Ai, Deinha. Complexo isto. Explica?" Tá. Vou tentar. Nem sempre as pessoas agiram de forma premeditada, nem sempre se dão conta de que o que fizeram poderia magoar as pessoas e, quando viram, foi. Simples assim. Como não dá pra voltar no tempo nem colar os caquinhos, cabe a nós, principalmente os "psicoanalisados" entender que o tempo não volta e que o passado pode, sim, mudar, dependendo da forma com que o enxergamos. Se uma criatura fez uma cacaca, falou o que não devia, magoou, nem sempre o fez porque é feio, bobo e mau. Pode ter feito porque estava num mau dia, porque não soube escolher bem as palavras ou simplesmente porque jogou pra fora, de um jeito meio atrapalhado, coisas que vinha engolindo há tempos e que, quando resolveram sair, simplesmente explodiram. Digo isto porque estou meio cansada de pensar e remoer demais e acho que as pessoas têm "viajado" demais sobre coisas que podem ser bem mais simples. Eu falei dia destes com uma criatura rara. Ela foi modelo e hoje é fotógrafa e morou no mundo todo. Até no Havaí e no Butão. Tem, portanto, uma bagagem e um olhar bem amplo sobre as pessoas, o que facilita seu entendimento sobre as sutilezas que regem os sentimentos humanos. Ela está de volta ao Brasil, depois de muitos anos fora, e está simplesmente chocada com a incapacidade dos brasileiros, principalmente em ambientes corporativos, em desfazerem "nós" de relacionamentos. Segundo ela, os brasileiros simplesmente não sabem lidar com conflitos e, literalmente, complicam demais. Burocratizam, magoam-se por pouca coisa e são incapazes de falar o que sentem e perdoar. Guardam rancor demais e têm flexibilidade de menos quando lidam com relações. Quem disse que só existe um caminho? Quem disse que tudo tem que ter uma entrelinha a ser desvendada? Acho que as coisas podem ser mais simples. Acho que as velhas fórmulas podem ser quebradas e que fazer terapia é bom, mas até ali. Tudo tem uma medida, um meio-termo e um novo olhar possível. Mas é bem mais cômodo seguir na linha, na onda, no caminho já trilhado por outros. Estou em busca de desbravadores. Psicoanalisados ou não. Alguém?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Vivo de presente
Meu pai foi um cara bacana que me ensinou a apreciar boas coisas da vida: a literatura, as artes, a história. Ele também apreciava antiguidades. Na verdade, tínhamos um verdadeiro museu nas nossas casas (na cidade e no campo). Muito doido conviver desde pequena com aqueles objetos todos como se fosse normal ter em casa tanta coisa rara (e frágil) ao nosso alcance. Eu e meus irmãos aprendemos desde sempre que não era pra mexer porque eram do papai. Convivemos com eles com a normalidade de quem cresceu assim. E com aquela "coisa" de que não podiam quebrar porque eram importantes e tinham história. De alguma forma, ter estes exemplares em casa era como viver de passado. Cada um deles trazia energias (boas e ruins) e uma importância acima do normal, especialmente para pessoas como o meu pai. A palavra desapego, totalmente budista, passava longe da sua personalidade. E aprendi, com isto, a respeitar e valorizar as coisas, a entender o que era belo e devia ser cuidado. Concordo com isto e me orgulho de ter sido uma criança super educada e, mesmo saudável e "criativa", bem cuidadosa com a casa (a nossa e a dos outros) e as pessoas. Tudo de bom isto. Mas esta coisa de viver de passado também me incomodava um pouco. Na verdade, me incomodava e eu não percebia. Fui me dando conta aos poucos, principalmente nos últimos tempos em que aprendi a a importância de me desapegar do passado. Esta coisa de esperar das pessoas que elas se comportem da mesma forma, que não mudem, que não quebrem de vez em quando, é meio injusta e, a meu ver, é pedir demais e esperar de menos de cada uma delas. Tive que aprender a me desapegar do passado, de algumas pessoas e fui capaz de construir uma nova história, primeiro em Porto Alegre, agora em São Paulo. Aqueles objetos que eu tinha como absolutamente importantes para a minha formação como pessoa hoje estão no RS, no meu antigo apartamento, e eu não sinto a menor falta. Trouxe algumas canecas de viagens (adooooro canecas), mas muito pouco do resto que eu tinha por lá. Foi uma delícia descobrir que a Andréa pode recomeçar e que pode ter menos coisas pra viver. Menos e mais significativas. Que pode se desprender do passado sem abrir mão das raízes e que sabe que planejar é bom, mas viver de presente é mais importante do que respirar passado ou futuro. Viver o hoje, enfim. A revista Vida Simples (amo) deste mês trouxe uma proposta interessante. Propõe, baseada num livro, que nos desapeguemos de 50 objetos importantes na nossa vida. Tem a ver com o tal desapego e com a impermanência do Budismo. Nossas células mudam, as pessoas mudam. Por que não mudar também? Não fiz o exercício ainda, mas estou bem tentada a experimentar. De repente junto como tal ritual de abrir mão de cada uma das 50 coisas, posso, simbolicamente, me libertar de algumas máscaras e personagens que estavam incorporados a cada um daqueles momentos. Claro, não abro mão de reviver boas histórias em fotos e objetos de viagens, por exemplo. Mas também não quero / consigo trilhar o caminho de volta ao passado e me apegar a algo que já foi e nunca voltará a ser. Este talvez seja um importante segredo da vida. Nós e os outros nunca seremos os mesmos. Daqui a cinco minutos estaremos diferentes. O desafio é conseguirmos conviver ainda assim e nos redescobrirmos / reapaixonarmos pelas mesmas pessoas a cada segundo. Alguém disse que seria fácil?
link para a reportagem da Vida Simples que eu comentei:
http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/0102/grandes_temas/desapego-raca-615380.shtml
link para a reportagem da Vida Simples que eu comentei:
http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/0102/grandes_temas/desapego-raca-615380.shtml
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Preciso do mundo ao meu redor
"Preciso do mundo ao meu redor mas não posso abrir mão do meu mundo interno." Esta frase eu escrevi pra mim mesma dia destes enquanto filosofava sobre a vida. Nunca fez tanto sentido pra mim. Sou uma pessoa bem interativa. Adoro conhecer gente nova, viajar, descobrir lugares e pessoas. Mas estou adorando desbravar as minhas entranhas. Ai, Deinha, que forte isto! Pois é. Muito forte. Mas real. Tenho entendido o quanto eu adoro ficar comigo mesma um tempinho, fazendo nada, lendo, ficando atirada, com preguiça, rabiscando, pensando em tudo ou tentando pensar em nada (esta é a parte mais difícil). Tenho tentado dormir mais (pelo menos umas 7 horas por noite) e, aos finais de semana, desisti simplesmente de me angustiar com uma lista de coisas pra fazer. Me permito não ter listas e, às vezes, ficar em casa boa parte do domingo. Claro, tomar um café com as amigas, dar uma voltinha para arejar as ideias. Isto vale. Não vale ter agenda fixa no fim de semana. Engraçado é que este meu movimento de abrir meu mundo para coisas novas lá fora tem aberto, ao mesmo tempo, muito do meu mundo interior. Tenho descoberto coisas curiosas em mim que, tenho certeza, nem os amigos mais chegados sonhavam existir. Estou surpreendendo as pessoas e, claro, eu mesma. E estou adorando abrir esta caixinha e ver tudo o que eu tinha escondido nas gavetas. Umas coisas foram fora. Algumas criaturas que estavam escondidas, como a Pollyana, a Sofrenilda e a Caótica, foram gentilmente convidadas e darem uma volta sem volta. No espaço que sobrou, tenho colocado novas ideias, novas Andréas e novas perspectivas. Este movimento, meus caros, não é só meu. Não sei se trata-se de uma conjunção astral, mas o mundo das pessoas que compartilham o meu mundo tem mudado - e muito. Vejo que elas (nem todas, ok) estão decididas a mudar, a respirar e a buscar coisas novas para suas vidas. Parece uma onda gostosa que vem lavando o passado e trazendo bons fluidos para um futuro bem leve e sem rugas na testa. Tomara que este mundo externo continue mudando. E que cada um destes ciclos provoque ainda mais a deinha mexida com quem eu estou adorando conviver. Bom fim de semana! (desta vez, com sol) \o/
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Treino sobreviventes
São Paulo é uma terra de sobreviventes. Digo isto porque quem vem pra cá não caiu nestas bandas por acaso. Sabia o que a selva de pedra poderia oferecer e os riscos de se adentrar neste mato. Veio porque de alguma forma já considerava-se forte o suficiente para viver esta experiência. Minha vinda pra São Paulo, não canso de dizer, tem me tornado uma pessoa mais forte e, espero, madura. Assim como o ritual de passagem do interior do RS para a Porto Alegre representou um passo bem importante na minha vidinha, estar aqui tem me feito diferente e me apresentado Andréas que eu, confesso, desconhecia. Fico tentando encontrar a origem destas mudanças todas e achei algumas respostas na fala de uma grande e nova amiga (que também SP me deu), a Mariana. Ela já passou por todas as etapas imagináveis das vidas corporativas. Trabalhou cercada de leões (e de outros tantos bichos), cresceu, aprendeu e decidiu, de forma segura e serena, que aquilo não servia mais. Queria outra coisa, novas perspectivas. Mas enquanto estava vivendo estas experiências, conseguiu sobreviver e, acreditem, viver. Fez isto porque encontrou forças, não sabe bem onde, para treinar sobreviventes como ela. Ou seja, não teve, ao longo destes anos todos, a pretensão de passar a mão na cabeça e carregar no colo marmanjos corporativos. Dizia ela às suas equipes: "eu sou uma sobrevivente e, portanto, treino sobreviventes". Ou seja, se você não sabe bem o que quer, se gosta de se esconder atrás de máscaras ou da velha e conhecida postura de vítima, não tem espaço pra você neste mundo, meu caro. Uma postura dura. Arrogante? Ou honesta? Olhando pra trás, a Deinha de uns poucos anos anteriores a veria como alguém sem sentimentos, dura e exagerada na "dose". Hoje, vejo como alguém que conseguiu fazer várias pessoas crescerem de verdade. Tratou-as como gente, como adultos, afinal, delegou, puxou, desafiou. Pegou pela mão, sim, nas horas difíceis, até porque ela também precisou de um apoio naquele momento. E sabia disto. Nem por isto tornou-se um homem ou deixou de sorrir. Eu diria que ela é uma das pessoas mais femininas, leves e independentes que eu conheço. E isto, acreditem, não é uma incoerência. Tenho certeza de que as "marianas" não têm passado em vão pela minha vida, muito menos neste momento tão revelador. Ao me contar com entusiasmo estas e outras histórias, ela me sacode e escancara o quanto eu cresci e o tanto que eu ainda tenho pra evoluir em relação às pessoas próximas. À família, aos amigos e, claro, a minha equipe, que literalmente sobreviveu comigo à muitas tempestades nos últimos tempos. A Andréa meio mãezona que habitou este corpinho nas últimas três décadas está meio cansada e, espero, deve passar férias permanentes no Cazaquistão. E isto não me tornará mais infeliz ou dura. Pelo contrário. Tem tudo para liberar coisas boas - e, por tabela, me livrar de uma bagagem incrivelmente pesada que tenho carregado nas minhas costas (o, ok, porque eu quis) nos últimos tempos. Minha vida com asas está se mostrando bem mais interessante. E ter ao meu redor, por livre e espontânea vontade, outros pássaros que não tiveram as asas podadas, ah, isto sim, vale ouro.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Pausa para respirar
Quem acompanha o blog (o pai do Fábio, o Sérgio, por exemplo, que eu ainda não conheço, mas já admiro), deve ter percebido o meu leve desaparecimento dos últimos dias. Fiquem tranquilos. Eu não fui sequestrada e não viajei para o Butão (ainda...). Estava respirando, curtindo um momento importante e me permitindo não me cobrar tanto. Coloquei como meta pessoal escrever um texto por dia no blog. Super bacana pela questão da disciplina e pelo exercício de ir jogando "no papel" as minhas ideias. Mas transgredir também tem sido uma máxima na minha vida. Transgredir, surpreender, planejar menos, deixar a vida me levar. Pior, eu estou adorando a ideia. A Andréa sempre super "certinha" e planejada surpreendeu a si mesma nos últimos tempos. Dia destes, cheguei num evento de um cliente querido apenas para curtir e parabenizar a equipe que trabalhou comigo (brilhantemente) no projeto. Eu não fiquei espiando cada pedacinho da história, mandando as pessoas fazerem isto ou aquilo nem critiquei um ou outro detalhe que possam ter saído diferente "do que eu teria feito". Consegui delegar mais, controlar menos e, com isto, causei uma certa ansiedade nas pessoas. Divertido isto. Como assim, a Andréa não vai querer saber / controlar tudo tudo? Não. Vai querer saber, acompanhar o necessário. Vai querer uma equipe mais independente e madura. Vai fazer uma festa de casamento "colaborativa", construída por uma comissão de amigos maravilhosos, envolvendo-se minimamente nos detalhes da história. Nossa, tirei umas duas toneladas das costas com estas decisões dos últimos dias. Engraçado que as pessoas não estão me reconhecendo muito. Confesso que nem eu estou. Mas estou adorando re-descobrir esta Andréa que estava sufocada e doida pra sair e respirar um pouco. Tomara que ela consiga borboletear por aí e que, agora que se permitiu sair do casulo, consiga voar mais leve e colorida. :)
* pra compensar a minha ausência dos últimos dias, acabei "cuspindo" três textos assim, no susto. Estão todos aí, como sempre, sem revisão nem críticas. Eu simplesmente os deixo sair. E depois vejo no que dá. Simples assim.
* pra compensar a minha ausência dos últimos dias, acabei "cuspindo" três textos assim, no susto. Estão todos aí, como sempre, sem revisão nem críticas. Eu simplesmente os deixo sair. E depois vejo no que dá. Simples assim.
Sempre há tempo
Ontem à noite eu fui prestigiar o aniversário de 40 anos de um amigo que eu admiro muito. Na verdade, o Adriano tem sido, ao longo dos últimos anos, uma bela fonte de inspiração profissional e pessoal. Um cara bacana, do bem, super inteligente e instigador. Construiu sua carreira e a vida com muita luta e uma certa dose de ousadia. Ele escreve maravilhosamente bem. Tem um texto gostoso, leve, que abraça o leitor. Tudo de bom. Ontem ele estava radiante. Parecia uma criança numa festa de aniversário daquelas com muitos amigos e com direito a balão surpresa. Tocou com uma banda, homenageou companheiros de jornadas, os filhotes (um casal de gêmeos lindo), a esposa. Se emocionou, fez um resgate da sua história (do Rio Grande do Sul para o Japão, do Japão para SP bla bla bla). O guri é um desbravador, inquieto, sorridente. Ele emana luz. Olhando pra ele, eu pude me dar conta do quanto eu me permiti, na vinda pra São Paulo, me aproximar / reaproximar de um monte de pessoas bacanas e que, se não fosse minha vinda pra cá, teria perdido a oportunidade ímpar de conviver / aprender com cada uma delas. Assim como o Adriano, que super me acolheu quando eu liguei assustada dizendo que estava por estas bandas, outras tantas pessoas que eu conheci ao longo dos últimos três anos literamente mudaram a minha vida. Conheci meu marido (ok, é gaúcho, mas o conheci em SP) e fiz um bando de novos amigos em um curto espaço de tempo. Pra quem pensa que não é possível recomeçar, eu digo que tenho certeza de que é. Eu aprendi a viver em um outro time. Aprendi a pedir colo e a ligar para novas pessoas em busca de companhia na cidade enorme de pedra. Aprendi que posso sofrer aqui ou em Cachoeira (com o trânsito, o clima, o estilo de vida) ou que posso optar por não sofrer e aprender a viver de um jeito mais leve. Estou vivendo uma fase bem importante da minha vida e digo, sem sombra de dúvidas, que, além dos meus amigos de longa data que eu amo e valorizo demais, os novos amigos dos últimos anos (sempre há tempo para descobri-los) também têm vibrado com a minha história e têm alimentado em mim meus melhores sentimentos. A todos eles que têm me ajudado a me tornar uma Deinha melhor, eu agradeço com todo o meu amor. Vocês são minhas fontes de inspiração e de vida!
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