Estou cada vez mais convencida de que homens e mulheres definitivamente vivem em universos paralelos. Vez ou outra acontece algum fenômeno que os aproxima em entendimento e emoções (como naquele filme do século passado, cujo nome eu não recordo, em que o cara era um lobo e a mulher uma água e um vivia de dia e o outro de noite). Isto não é bom ou ruim. É apenas um fato. E aceitá-lo já facilita boa parte da história. Pois bem, se somos tão diferentes assim, temos, obviamente, rituais que nos representam enquanto espécies. Na forma de dirigir, de encarar os exercícios físicos, no jeito (e no tempo investido) ao falar no telefone, na compra e uso de roupas (com exceção dos metrossexuais, os homens costumam ser beeem práticos neste quesito). Como diz um amigo meu: os homens são simples e até um pouco burros. Tem que falar, explicar, de preferência usando lápis de cor e desenhos. Pra ficar tudo claro e não ter polêmicas depois. Na hora de viajar, idem. Difícil encontrar mulheres que consigam ser tão sintéticas quanto os homens. Conheço uma criatura que passou uma semana na Europa com uma mochila. Nela, exatas 7 cuecas, 7 camisetas, 1 jaqueta (que foi no corpo) e alguns apetrechos de higiene pessoal. A calça e o tênis, claro, foram também já devidamente acoplados ao cidadão. Tudo bem, mulheres viajadas e inteligentes, aprenderam, na marra, a importância da síntese nestas horas. Mas isto é uma questão de adaptação e necessidade. Não é algo natural da espécie. Ok, minha opinião, gente. Respeito sentimentos contrários.
Mas tem um item que é praticamente inquestionável nesta história toda: a relação das mulheres com suas bolsas. Como cangurus, as bolsas são praticamente uma extensão dos seres femininos. Dentro delas, habitam dezenas de objetos que representam suas almas. Não estou nem falando naquelas que trocam de bolsa todos os dias e que não têm mais lugar no armário diante de tanta abundância de cores e materiais. Falo das mulheres como um todo - e me incluo com tranquilidade no grupo - que não têm muita paciência para ficar trocando tudo de lugar a toda hora. Na verdade, para um ser representante das fêmeas, tenho pouquíssimos exemplares. Mas os poucos que tenham, carregam a minha vida. Costumo dizer que tenho autonomia pra passar umas duas semanas fora de casa somente com os itens que carrego na bolsa: cartão de crédito, maquiagem, itens de higiene e beleza, caderninho, caneta, algum dinheiro (em SP não se vive sem dinheiro vivo) e chaves, muitas chaves. Claro, o celular (os celulares), óculos escuros e cartões de visita. Ufa. Este assunto começou a me intrigar porque uma amiga poderosa e ex-colega de mestrado se empolgou com um projeto de bolsas de uma conhecida e resolveu tornar-se empresária junto com a designer. Quase como um hobby (ou uma carreira paralela). Vi o olho da Cris brilhando ao falar sobre as diferentes representações da bolsa na vida das mulheres. Ela mesma, super compenetrada e racional, comprou várias e estava feliz da vida, exibindo suas aquisições como se fossem prêmios. Outra amiga, a Januza, também mega racional, trouxe de sua experiência de um ano na Europa pouquíssimos (e bem escolhidos) itens. E muitas, muitas bolsas. Acho que a bolsa tem um quê de casulo nas nossas vidas. Nela conseguimos resumir nossas personalidades e encontrarmos uma zona de conforto nos ambientes mais impensados. Quase como um retorno ao útero da mãe. Tá tudo ali, "estou em casa". Por isto, meninos, quando suas respectivas amadas comentarem que precisam de uma bolsa nova ou que não podem sair sem bolsa para a rua, simplesmente respeitem. E aceitem. É como o futebol de final de semana ou o sonho de infância de comprar um porsche. Nada racional. Mas que graça teria a vida se não fosse a emoção?
* importante: o projeto das bolsas está saindo do forno. Precisarei de voluntárias para uma leitura sobre seus usos e percepções. Mulheres canguru que estiverem a fim de colaborar com a pesquisa, levantem a mão.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Fantasmas camaradas
Eu nunca tive muito medo de fantasma na vida. Esta coisa de um lençol branco voando pela casa ou mesmo espíritos que estariam ao meu lado fazendo barulhos nunca me abalaram. Nem mesmo os filmes ditos de terror me apetecem. Com exceção de "Os outros", cuja velha que aparecia eu sonhei saindo do armário noites a fio, não recordo de algum que tenha me apavorado muito. Acredito em outras vidas (eu acho) e que não estamos sós neste planeta (nesta e em outras dimensões). Mas isto é relativamente bem resolvido na minha cabecinha católica/espírita/budista. Eu tenho mesmo medo de gente. Mais ainda, tenho medo dos fantasmas que habitam a cabeça da gente. Estes sim são seres poderosos e, muitas vezes, bem perigosos. Os vivos, claro, também são. Mas estão ali, visíveis. Dá pra ter um certo controle. Os verdadeiros fantasmas não têm forma e têm sérios problemas para se comunicarem. Em Cachoeira, nós falamos que são "minhocas" da nossa cabeça. Independente do nome que os ditos tenham, eles estão aí, cada vez mais fortes e confiantes, atravancando nossas vidas e enchendo de dúvidas as nossas pobres cabecinhas estressadas com a vida moderna. Tenho acompanhado os fantasmas das cabeças alheias à distância. Parece que está escrito nas testas das criaturas que eles estão ali, assombrando a paz de espírito dos seus hospedeiros. Rugas na testa, agitação e um monte de questionamentos desnecessários. A ciência tem tentado com muito químico acabar com eles. Uma verdadeira caça aos fantasmas. Eu até acredito que pode fazer algum efeito. Mas estou cada dia mais convencida de que existem outras formas mais suaves de resolver / trabalhar / aceitar a questão: fuçando, enfrentando os bichos de frente ou mesmo relaxando e esfriando a cabeça. Acho que perdemos tempo demais com coisas de menos. Não é para tanto. Proponho que tentemos fazer as pazes com as nossas neuras. Um café ou um chopp pode ajudar. Às vezes tornamos as coisas maiores do que elas são. E perdemos um super tempo sofrendo. Tô tentando fazer as pazes com os meus fantasmas e enxergá-los um pouco mais camaradas. Tento usar um pouco de humor e alguma pitada de meditação para acalmá-los. Tenho conseguido alguns bons resultados. Hoje meus ghosts e minhas histórias empoeiradas do passado parecem até um pouco mais simpáticos e menos agressivos. Consegui até ficar três dias sem escrever no blog e nem por isto fiquei de mal com minha consciência. Como diz a velha máxima, "se não podes derrotá-los, junte-se a eles". Buuuuuuuuuuuuuu!
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Namastê
Fazia muito que eu não ia numa missa. Na verdade, dia destes eu fui numa missa especial, em homenagem a uma família, mas era uma missa diferente. Assim, missa, missa normal, fazia pelos menos uns sete anos que eu não assistia. Ontem eu acabei indo numa, pagar uma promessa por tabela. Tudo bem que eu não sou uma católica praticante, mas ficar devendo promessa é cutucar o santo, né? Não custou nada e eu ainda fiz várias conexões. Eu fui criada dentro do catolicismo. Fui batizada, fiz primeira comunhão e só não me crismei porque briguei com a freira no meio do processo e desisti do tal curso (eu e metade da turma). Mesmo assim, sempre estive bem próxima dos rituais da igreja, até porque minha mãe segue indo todo santo domingo rezar (aliás, ela arranjou um namorado, digo, o "papi", na missa... amor abençoado este). Well, na faculdade começaram os meus questionamentos sobre o que eu tinha aprendido até então como "verdades absolutas". Isto porque eu tive contato com uma literatura bem rara sobre o feminismo e a origem de alguns rituais. Do casamento, por exemplo, da mudança das sociedades matriarcais para as patriarcais (e a propriedade privada como fio condutor deste processo de mudança). Eu acabei de ler há pouco um livro que também foi buscar nas religiões (boa parte delas ocidentais) a origem de alguns rituais. O livro é o "Comprometida", da mesma autora do famoso "Comer, Rezar e Amar". Lá ela resgata estes aprendizados que eu tive e os completa com mais informação. Graças a estas e outras leituras, me afastei bastante da religião católica, mas, felizmente, não me afastei de mim. Pelo contrário, tenho estado bem curiosa sobre o espiritismo e o budismo, este, aliás, tem sido o que mais me provoca nos últimos tempos. Engraçado que eu me dei conta ontem, na tal missa, do quanto todas as religiões são "farinhas do mesmo saco". No fundo, todos buscamos respostas para a vida e a morte e um pouco de conforto diante dos nossos sofrimentos. Todos queremos nos "reencontrar", voltarmos a ser "únicos" (um só corpo, para os católicos) e termos paz de espírito. Para isto, buscamos rituais (rezar e/ou recitar um mantra), cantar, ler textos clássicos. Definitivamente, não me importa qual a religião que você segue (e mesmo se segue alguma). Cada vez mais, estou convencida de que podemos ser um pouco anjos para os outros e, com isto, resgatarmos um pouco da divindade das nossas relações. Que devemos valorizar os rituais, dentro ou fora das igrejas e templos (principalmente fora, onde "o bicho pega"). E que independente da cor, face ou da tradição que tiver por trás disto tudo, tá tudo bem. Como dizia Fernando Pessoa, "tudo vale a pena se a alma não é pequena." Amém.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"A vida é muito curta pra ser pequena"
Eu não sei ao certo quem foi o verdadeiro autor desta frase. Parece que chama-se Benjamim Disraeli. Não importa. Ela faz realmente sentido pra mim. Trata-se quase de uma releitura da famosa: "não deixe para depois o que pode ser feito hoje" que, por coincidência ou não, minha mãe me citou há poucos minutos por telefone. "Tá", você pode estar se perguntando. "Por que isto agora, Andréa?" Porque simplesmente eu estou cansada de olhar ao meu redor e ver as pessoas desperdiçando suas vidas com bobagens. Porque eu estou cada vez mais convencida de que as coisas podem ser mais simples e que complicamos demais. Quanta energia pelo ralo, senhor! Pessoas que se magoam por nada, casais apaixonados que ficam "se bobeando" por coisinhas sem a menor importância, trabalhos super demandantes com pouco resultado prático (e que nos orgulhe). Quantas vezes me peguei sofrendo por antecipação pelo que poderia acontecer, quem sabe, no dia ou na semana seguinte... Eu não sei se isto é um sintoma da idade, ou maturidade, mas tenho tentado ver o mundo de um jeito mais leve. Pode ser o tal óculos rosa, mas eu ando meio cansada demais para me estressar. Penso quinhentas vezes antes de entrar numa briga (claro, não sou de ferro, mas a criatura tem que ser boa pra me tirar do sério ultimamente). Tenho curtido ficar em casa, dormir e apreciar as coisas ditas singelas. Definitivamente, eu não preciso de uma ilha nem de uma coleção de joias caras para me realizar. Esta coisa de correr atrás de algo que eu nem bem sei o que é não me apetece. Quero curtir o agora, viver o hoje. Não abro mão de fazer planos, de crescer emocional e intelectualmente, de enxergar planos realizados. Mas minha prioridade hoje é não deixar minha vida se apequenar e aprender a viver os momentos. Minha mãe, mais uma vez na história, foi quem me alertou para isto há alguns meses. Me pediu para viver um dia de cada vez, sem pensar demais. Seguir meu coração, enfim, e deixar o tal cérebro mega racional e castrador um pouquinho de lado. Estou tentando. Estou conseguindo. E estou bem feliz com os primeiros resultados.Oooooommmmmmmm.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Recomeço
Eu finalmente reencontrei o blog. Confesso que estava com saudades, mas também admito que foi bom dar um tempo para reorganizar as ideias e me esconder um pouco no meu casulo. Aliás, tenho me dado conta do quanto faz bem sair um pouco da "casinha", "caixinha", "zona de conforto" pra conseguir enxergar as coisas de fora. Às vezes os monstros, vistos à distância, ficam bem mais simpáticos e menos assustadores. Pois bem, este não foi um final de ano, digamos, típico. Demorou pra cair a ficha e pra conseguir relaxar um pouco. Mas os poucos dias em que eu me permiti viver um "ócio criativo", foram bem renovadores. Não sei se foram dias tão criativos assim, mas o ócio esteve presente. Dormi, li, me permiti tomar um solzinho pra tirar o branco leite da pele, caminhei, estive com pessoas queridas. Quer coisa mais gostosa? Agora, segundo reza a lenda, é hora de recomeçar. Pra não perder o hábito, fiz os tais rituais de ano-novo e rascunhei também alguns planos para 2011. Um deles tem a ver com me permitir mais. Quero um ano leve, tranquilo, suave. Dia destes uma criatura querida que me conheceu há pouco comentou o quanto eu "sou calma". Uau. Talvez tenha sido o melhor elogio que eu tenha recebido nos últimos tempos. Quem me conhece há anos sabe o quão explosiva eu fui. E, claro, pode acompanhar a transformação para uma pessoa mais melhor, espero. Este feedback reforçou ainda mais minha intenção de viver com intensidade, mas com tranquilidade. Não precisaria do fim de ano para me dar conta disto. Mas estas datas estão aí pra nos ajudarem a ver e sentir o que tem valor de verdade pra cada um de nós. Pra mim, família, amigos, um amor construído, viajar, ir ao cinema, ler, aprender. Este pacote já está de bom tamanho. Espero carregá-lo comigo ao longo dos próximos meses, numa mochila bem leve, com uma garrafa d'água e umas frutas pra acompanhar. Simples assim. Bom reencontrar vocês :) Feliz 2011.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Amar é...
Eu tive que fazer um bate-e-volta em São Paulo logo antes do Natal. Fui na quarta de noite (por causa da “tal” greve dos aeroviários) e voltei no dia 24, sexta, bem cedinho. Confesso que não estava ainda na batida natalina, mas comecei aos poucos a observar algumas curiosidades ao meu redor. Aliás, eu adoro observar as pessoas e seus rituais. No supermercado, fico cuidando que as pessoas colocam nos seus carrinhos para tentar adivinhar hábitos e gostos. No aeroporto, pode ser igualmente curioso. Pra começar, o perfil das pessoas que viajam neste período é bem diferente. Ao contrário dos executivos que lotam os aeroportos nos dias “comuns”, o que eu encontrei nesta viagem foram famílias inteiras viajando, cheias de expectativas e sonhos. Tinham olhares diferentes e, provavelmente, boa parte delas não tinha como rotina pegar um avião. Tudo bem. Até aí tudo normal. Quando cheguei no aeroporto de Porto Alegre na sexta bem cedinho, ainda meio dormindo, me dei conta do quanto o tal Natal mexe de verdade com as pessoas. E do quanto elas precisam desta “desculpa” para se reencontrarem e celebrarem. Na chegada, praticamente de madrugada (eram 8 horas da manhã) próximas à porta de saída da sala das bagagens, duas menininhas lindinhas e super arrumadas aguardavam ansiosas e sorridentes alguém que estava chegando. Eram uma atração à parte,. Super simpáticas, praticamente invadiram a área “proibida”. Assim como elas, muitas outras pessoas aguardavam emocionadas parentes e amigos que, provavelmente, não viam há tempos. Tinha faixa, flor, gente chorando, tirando foto. Uma loucura. Foi aí que eu “acordei” e me dei conta de que o tal do verdadeiro espírito de reunião do Natal existe, sim. Quando significa matar as saudades, abraçar pessoas queridas, vestir bebês lindos de papai noel (e tirar muitas fotos pras tias bobas) e, ainda que por pouco tempo, reunir a família. Pode ser uma família meio “postiça” (tem um bando de gente conhecida viajando que acabou passando o Natal com uma família emprestada), ou aquela família tradicionalzona mesmo, com vó, tios, cunhados inconvenientes (sempre tem um pra confirmar a regra), irmãos, namorados, enamorados, amigos. Se não temos tempo para falar para as pessoas queridas que as amamos, eis uma bela oportunidade para fazê-lo. E para reaprender a conviver em família, com todas as qualidades e defeitos que vêm no pacote. Afinal, amar é conviver com os defeitos do outro e ainda assim sermos capazes de ver e valorizar o que ele tem de bom.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Mamães Noeis
Eu já escutei várias vezes a pergunta: "quem você gostaria de ser se não fosse você?" Olha, na verdade, sem nenhuma falsa modéstia, eu quero ser eu mesma. E quero ter orgulho disto. É pra isto que estamos aqui, não? Pra nos tornarmos pessoinhas melhores com o passar do tempo. Claro, eu não quero assumir a personalidade de ninguém (ufa), mas tenho que admitir que tem um monte de gente que me inspira, provoca, me emociona. Muitas destas pessoas são mulheres que passaram e/ou continuam na minha vida. Que me perdoem os homens (e eles têm uma importância enorme pra mim :), mas hoje eu resolvi valorizar as mulheres. Como está bem pertinho do Natal (sentiu o cheiro do peru assando?), decidi chamá-las carinhosamente de mamães noeis. Todas elas me deram muitos presentes. O mais bacana é que elas têm perfis completamente diferentes. Muitas não se conhecem e, provavelmente, não chegarão a se conhecer. E todas ajudaram a tecer esta Deinha que vos fala hoje. Algumas (poucas) secaram minhas lágrimas (a Deinha ainda é meio durona), mas todas riram comigo. Umas são companheiras de viagem. Outras, conselheiras, protetoras, boas ouvintes, sábias. Eu já tinha comentado num post anterior que eu tinha rascunhado um monte de coisas no avião no domingo passado. Comecei a fazer uma retrospectiva do ano e cheguei no nome de várias criaturinhas adoráveis. Cada uma do seu jeito. Vou logo avisando: vou esquecer alguém. Mesmo assim, decidi arriscar e nominá-las. Tem a mãe de verdade, a Irma, que é mãe coragem e uma fonte inesgotável de crescimento pra mim (cresço quando aprendo a lidar com ela, a amá-la acima de qualquer coisa). Tem a Carla, mana que tem se revelado sensata e amorosa nas nossas longas conversas telefônicas. Tem as irmãs postiças que a vida me deu: Januza, Lu, Dani "Jacutinga" e Angel, quatro mosqueteiras com quem dividi alegrias e tristezas. A Dani, além de todas as alegrias, nos deu ainda a Manu, um serzinho iluminado que enche de amor as nossas vidas. E a Lu, quem diria, agora é mãe do Matheus, "o verdadeiro homem das nossas vidas". E tem ainda a prima/afilhada Soneli, mãe do delicioso João, meu afilhado querido - e lindo. Tem a Dani Furlan, amiga e bruxa, a Elizabeth, uma irmã mais velha postiça que a vida me deu. Tem as outras "mães" que me adotaram: a Preta, em Porto Alegre, e a Jurema, em São Paulo. Elas cuidam de mim. E tem as meio-mães, amigas, e quase sogras queridas, a Elisabete e a Rosinha, cada uma do seu jeito e todas elas super amorosas. Tem o trio Cris, Lia e Elisa, presentes do mestrado. E as queridas Helen, Cla, Patrícia e Mary, que me acompanham no trabalho há anos e me conhecem quase como as palmas das suas mãos. Ainda fruto do trabalho, a Ana e a Nati e, recentemente, a Carol. Anjos na minha vida. Tem as primas, madrinhas, tias - Loloca, Evelise, Clarissa, Tia Carminha e Tia Sônia. Todas moram longe, beem longe, mas se reaproximaram pelo Facebook e por outros meios digitais. Moderno isto. Foi também esta onda digital que me colocou em contato com ex-colegas do primeiro grau. Ex-professoras, pessoas que realimentaram minhas lembranças do passado. Pra fechar, tem a Monique, meu presente de final de ano. Uma guerreira iluminada que a vida me apresentou e que me surpreende a cada dia. Claro. Faltou um montão de gente. Tem aquelas que eu esqueci e as que eu nem conheci ainda. Não importa. Eu fiquei com vontade de falar e agora já foi. Pra todas elas, que se doaram generosamente para mim em algum momento das suas vidas, o meu obrigada. E todo o meu carinho neste Natal. Vocês são demais.
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