sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A natureza sabe

Tenho recebido alguns recados / mensagens de amigos que, mais do que comentar o blog, têm falado sobre a minha coragem em me expor e, mais ainda, perguntam como eu tenho conseguido tempo para parar de vez em quando, organizar ideias e colocá-las no papel (ou no ar...). Pois bem. Eu também pensava que não teria coragem, que não teria tempo, que não conseguiria me expor tanto assim. Mas, como a natureza é sábia e envia sinais (cabe a nós ouvil-los ou não), eu diria que a iniciativa do blog veio de uma série de fenômenos que aconteceram com a minha vida nos últimos dias e, também, por algumas pessoas iluminadas que, coincidentemente ou não, me abordaram, provocaram, instigaram no mês que passou. Como eu acredito que nada é por acaso, resolvi juntar os insights e reuni-los no meu mundo rosa. Hoje, falando ao telefone com uma amiga super querida (sim, eu catei uns minutos do meu dia para falar com ela, em horário comercial, sem culpas e sem pressa), eu tive ainda mais certeza de que a natureza sabe das coisas. Ela está grávida da primeira filha. É uma executiva poderosa, cheia de energia. Uma máquina a guria. Ela pensava que com a gravidez as coisas não mudariam tanto assim. Continuou num ritmo mega acelerado até que a filhota deu sinais de rebeldia e ameaçou nascer antes da hora. Agora, a mega executiva poderosa está de molho em casa, barriguda e feliz, lendo revistas, assistindo TV, pensando na vida. Ela se permitiu. Porque a Fefê (a baby) vale mais que tudo o que ela acreditava até então. Eu sei que ela está lendo o meu blog (afinal, está com tempo). Sei também que ela tem aprendido muito com esta história toda. A respirar mais, relaxar mais, a se permitir. E estou bem orgulhosa por isto. Eu também tenho tentado ter tempo pra mim, pras minhas ideias aflorarem. Não tenho conseguido 100%, claro. Mas posso garantir que sou uma aluna bem esforçada. Bom findi :)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O começo do fim

Hoje eu me deparei com vários enfeites de Natal espalhados por São Paulo. O Itaú da Paulista já está montando aquela casinha linda e cheia de luzes. E há umas duas semanas eu me deparei com panetones no supermercado e demorei pra entender o porquê deles estarem ali. É, a ficha caiu. Estamos no começo do fim do ano. Novembro, feriados e... pumba, terminou 2010. Eu confesso que tenho uma certa raiva desta histeria "natalícia". Presentes pros amigos, pra família, fechamentos de planejamentos das empresas e uma sensação de estar perdendo o bonde e o controle. Natal é legal de verdade quando a gente ainda acredita em Papai Noel. Pra mim, o gostoso mesmo é o Ano-Novo e tudo que ele traz de simbolismos pra vida. Pra minha? Parar uns dias pra respirar, cheiro de mar, pessoas queridas, celebrar a vida. Como dizia o Drummond em uma de suas poesias deliciosas, "quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias é um indivíduo genial." Respiremos então. O fim está chegando. E o começo vem logo ali, dobrando a esquina.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Viver é perigoso

Neste fim de semana + feriado eu fui para o Rio para respirar um pouco de maresia, comer milho na areia e tirar um pouco do branco gelo paulistano. Alguns raios de sol sempre fazem bem. Toda vez que eu vou pra lá eu fico me perguntando se o tal Rio perigoso da televisão é assim tão violento. Na verdade, eu acho que não. Só acho que no Rio as coisas são mais explícitas. Tudo acontece muito perto. É muito "democrático". Tá tudo ali. O mar maravilhoso, a favela, os carrões, os corpões. Na verdade, eu me sinto muito segura no Rio. Principalmente no Leblon e Ipanema, onde eu ando tranquila pelas ruas (tranquilidade que eu não tenho sentido tanto assim quando vou para Porto Alegre, infelizmente). Só que neste fim de semana eu me deparei com a tal violência bem na frente dos meus olhos. Caminhando no calçadão de Ipanema, testemunhei um tumulto fruto de um tiroteio que acabara de acontecer. Correria, ambulância e milhares de versões do acontecido depois, a ficha foi caindo e, com ela, a sensação cada vez mais presente de que viver é perigoso. Sim, é mesmo. Nascer é perigoso. Respirar é perigoso. Comer é perigoso (vai que a pessoa se engasga). Mas talvez esta sutileza de um perigo sempre ali, tão pertinho, seja a pimenta que nos move pra frente. Não dá pra brincar com a vida, passar do ponto, virar o fio. Mas também não dá pra deixar de ir pro Rio, de se aventurar no mato, de sofrer por amor. Fácil é ficar anestesiado, ter uma vida morna, se esconder debaixo da cama. Botar o nariz e o peito pra fora, isto sim dá trabalho.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Credo!

Credo, Deinha, quanta mágoa no teu coraçãozinho no post anterior. - É, ok, me deixei abalar. Mas felizmente existem pessoinhas especiais que conseguem dar pitadas de magenta no horizonte gris. O Breno, uma destas criaturinhas "do bem" (ok, ok, eu sei que o conceito de bem e mal é bem relativo, mas vocês são inteligentes e entenderam, certo?), me mandou este textinho esta semana. Ser feliz não é fácil!!!

(*) FELICIDADE ! ......que é o tamanho da distância entre a mais alta felicidade e a mais funda infelicidade de um homem , produto da nossa fantasia : " A vida que se vive é um desentendimento fluido, uma média alegre entre a grandeza que não há e a felicidade que não pode haver. " No fundo do coração humano, entretanto, algo surdo e obstinado resiste: algo indomado protesta a nos dizer que há alguma coisa indefinível pela qual existimos e aspiramos, algo por que vale a pena viver e sofrer : A imaginação selvagem que nos habita em segredo insinua esperanças e inspira sonhos que a razão desautoriza.
O grande equívoco é supor que um deles precise ou deva sair vitorioso. A qualidade da tensão é essencial. 
(*) FELICIDADE, de Eduardo Giannetti 

Por que as pessoas mentem?

Olha só, eu sou uma pessoa super otimista, vejo o lado bom das coisas, respiro, bla bla bla. Mas não tenho sangue de barata, não. Às vezes as pessoas confundem alguma serenidade (eu disse "alguma") com bocabertice. Tá, Andréa, mas o que aconteceu que o teu mundo tá cinza hoje, apesar do sol lindo lá fora e dos passarinhos cantando? Huuuuum. Uma longa história. Resumindo, estou sem carro há 3 meses. Meu carro foi batido, demorou horrores pra ser arrumado e, quando finalmente saiu da oficina, ele já não tinha o mesmo jeito de sorrir. Negociei pra vendê-lo e trocar por outro praticamente igual. Só que sorridente. Mas a vendedora não manteve a palavra na hora de fechar o negócio. Disse que pensando bem, não era bem assim, e que me pagaria, ao final, uns bons 20% a menos que o combinado. Me revoltei e mandei meu carro pra ser vendido em Porto Alegre, com o Junior, um cara legal que sempre me ajuda nestes assuntos automotivos. O Junior fez tudo. Papelada, placa de SP, transporte, colocou película. Só não fez mais quando a coisa saiu do seu alcance. Desde quarta-feira da semana passada o carro está "chegando" na minha casa aqui em SP. Depois de dois meses de stress com o carro sendo arrumado, consegui arrumar encrenca com o carro novo comprado. Dá pra acreditar? Pior, não posso nem xingar o Junior. O "ruído" de comunicação foi da concessionária de SP, que vai me entregar o dito. Eles têm mentido pra mim descaradamente há dias. Não falam que vai demorar e tal. Falam: "em 2 horas, D. Andréa, o carro estará nas suas mãos. Sem falta." Só faltam dizer: "Pode confiar." Dããã.
Acho que eu sou meio tolinha mesmo. Sou do tempo em que as pessoas confiavam no fio do bigode. Mas tem cada vez menos gente neste time e eu tô ficando bem cabreira em relação à palavra das pessoas. Que os seres humanos mentem, ok. Isto eu já aprendi. Eu até concordo que uma mentirinha às vezes é um mal necessário. Mas tem que ter classe e sabedoria até para mentir. Se mentir sempre, o ser humano vira uma própria mentira.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Do fundo do baú 2

Pra que serve um homem? (escrito em 04/04/2010)

Ontem à noite, assistindo ao Saia Justa, no GNT, fiquei intrigada com o depoimento do escritor Marcelo Rubens Paiva, uma referência da minha adolescência, um cara que, no meu ponto de vista, teria as respostas para os dilemas da vida. Pois bem, ele não tem. E se expõs em cadeia nacional tentando provar às mulheres que os homens são necessários nas suas vidas. As palavras dele, claro, deram muito pano pra manga no decorrer do programa, chegando ao ponto das apresentadoras fazerem uma lista de potenciais “utilidades” masculinas, que não vingaram muito, não.

A discussão caiu como uma luva dentro da minha cabeça. Bate de uma forma meio assustadora até como um tema que tem me intrigado há tempos e que, por situações minhas e de amigas queridas bem próximas, está muito presente agora. Somos independentes (emocional e financeiramente), gostamos das nossas liberdades e das nossas conquistas. Estamos tranquilas, felizes e fortes. Ok, lindo isto. Mas, dentro deste contexto todo, pra que serviriam os homens?

Não sei quanto a você, mas eu fiz minha própria listinha. Um homem, pra mim, serve para coisas bem simples. Afinal, dizem, eles são simples. Pra andar de mãos dadas e saber que você não vai cair. Pra tomar banho junto, conversando sobre a vida. Pra fazer (e receber) cafuné e massagem. Pra me buscar em casa (tri bom). Pra fazer sexo, claro, que ninguém é de ferro. Mas serve pra me descabelar um pouco, me tirar do prumo, me desarmar. E aí começa a parte menos “cor de rosa” da história. Um homem não serve só para coisas boas, coisas fáceis. Ledo engano! Serve para me provocar, pra me ajudar a expor minhas fragilidades, pra me fazer crescer como pessoa. Amigas, família, são todos ótimos. Mas, ao mer ver, só uma relação homem e mulher é capaz de despertar nas pessoas sentimentos e emoções transformadores de verdade. Quem está disposto a pagar o preço?

deinha feliz

Hoje a deinha amanheceu mais feliz. Graças a pessoinhas especiais que interagiram comigo durante o dia todo, meu mundo ficou mais cor de rosa. Adorei o carinho e as mensagens recebidas. Queridos Paulo Henrique (sócio e provocador), Lucas, Nuno, Vaney, Tiago, Vanessa, Rejane, Carmem, Dani bruxa Furlan, Valéria, Ana Evangelista, Gislaine, Adriano Silva (sou tua fã), Laureano, Helen, Dani Jacutinga, Loloca, Evelise, Carlos, Angel, Nanda, Elisabete, Ricardo, Mary, Amando, Bueno, Susi, Alessandra, Mauricio, Sidnei, vocês são fontes onde eu me abasteço. Januza, eu falei que ia fazer. Te devo muito, amiga. Vamos ao próximo projeto. Marco, este blog é um pedacinho teu.