Nestes poucos dias de praia no fim do ano eu me reencontrei com sons e cheiros que não via / sentia faz tempo. Fui criada no mato e a sinfonia dos bichos, principalmente no anoitecer, soa como música para mim. Sapos, grilos, passarinhos parecem combinar as notas. Não deve ser por acaso. Justo conversando sobre eles, recebi uma notícia interessante que, confesso, não consegui respaldar cientificamente. Segundo a pessoa que me comentou, além da função de aproximar as fêmeas (sim, no mundo animal os machos é que se enfeitam ou cantam para chamar as meninas), parece que o canto da cigarra tem uma outra importante função: a de ajudar a soltar a casca, libertar a cigarra para voar renovada, enfim. A tal vibração que o som produz vai mexendo de tal forma que desprende a casca antiga do corpo. Pensando assim, na sabedoria da natureza, não faz todo o sentido vez ou outra gritarmos bem alto para soltarmos nossas cascas e nos libertarmos dos fantasmas do passado?
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Gratidão
Este meu fim de ano foi definitivamente diferente. Primeiro, Natal em família com minha mãe e a minha nova família na minha casa e vida novas. Depois, um ano-novo bem leve na praia, na casa de um casal de amigos, na companhia deles e do maridão. Tudo o que eu pedia era paz. E a encontrei. Nada de correrias, ceias incrementadas. Só o mar, o céu e nós. Ok, teve uma chuvinha pra lavar a alma também, privilégio que, pelo visto, não foi só meu. Pois bem. Eu tinha aprendido que deveria, especialmente nesta virada, fazer um ritual bem meu mesmo, interno, de pedidos para 2012. Ao que tudo indica, o ano que vem aí chega cheio de simbolismos. Ano para introspecção, para a clareza de muita coisa. Estava eu já prestes a estabelecer uma conexão com o meu anjinho, caneta em punho, até que mudei de ideia e voltei uns passinhos atrás. Conversando com a Monique, a dona da casa da praia, amiga e bruxa, decidi não pedir nada. Nadinha. E deixar o universo se encarregar do que tem que ser feito. Me entregar, afinal, assim, bem sem controle. No lugar disto, fiz um exercício bem bacana. Fiz uma lista de pessoas que fizeram parte da minha vida em 2011, aquelas que me marcaram mesmo, que fizeram a diferença. Coloquei cada uma delas no papel e fiz um ritual de gratidão. Mentalizei cada um dos seus rostos e resgatei tudo de bom que cada uma delas fez por mim, o que mexeu, quando mexeu, quando mexeu. Uma verdadeira retrospectiva. Coisa bem boa! Teve muito mais gente do que eu poderia imaginar e, com certeza, acabei esquecendo um ou outro vivente.
Então, meus queridos, é assim, renovada, agradecida e entregue que eu entro neste 2012 tão esperado. O blog com um leve toque diferente no visual e uma Deinha totalmente zen, tentando ser bem leve e agradecida ao universo e às pessoas.
Minha listinha de gratidão foi grande e intensa. Queridos, mentalizei coisas muito boas para cada um de vocês. E agradeci muito por vocês existirem na minha vida! Vamos lá.
- Marco, marido lindo que me ensinou a ser eu mesma - tem coisa melhor que isto?
- mãe, manos (Carla e Fernando) e anexos queridos (André, Thaize e Davizão), por lembrarem que eu tenho raízes e que elas são sólidas e lindas.
- Betinha, vó Inai, Rosinha, Nelsinho, Marcia, Fabio, Vitor, Vinicius, Bibiana, Maira, Tia Luiza e outros queridos da nova família que eu ganhei de presente neste ano.
- Nextel forever: Januza (sem palavras, amiga), Daniela, Luciane e Angel, amigas do peito, tão longe e sempre tão perto nas nossas emoções e histórias.
- Lia, Elisa e Cris, presentes que o Mestrado deixou na minha vida (Du e Gustavo no pacote de queridos) + Aliomar, Zé, Pedro, Rafael, Renatô, Furlan, Linde, Tiso e turma toda.
- minha equipe de ouro (vocês me surpreenderam, de novo, no fim do ano) - Paulo ("o cara"), Mary (nossa mãezona), Karla (serzinho do bem), Bodan (paz em pessoa), Helen (caixinha de surpresas), Francisco (inquieto, intelectual), Dinara (nosso passarinho), Ana (kinder ovo), Mario (só sorrisos), Carol (e gourmet), Patricia (olho brilhante) e Fabio (nosso criativo super animado).
- Soneli e Jores (afilhados, padrinhos e amigos pra vida).
- Tia Carminha, Tia Sonia, Loloca, lindonas.
- Gestadoras e Celtas, mulheres fortes e guerreiras que instigaram o meu feminino de um jeito que eu ainda nem sei lidar direito: Monique (bruxa-mor de luz) e Zé, maridão que veio por tabela e me surpreendeu demais, Mariana, Kalps (anjo na terra), Cacau, Camila (doce presente no fim de 2011), Marcia, Stella, Renata, Carmem, Patricia e Regina.
- Grupo do The Art of Hosting, vocês mudaram muita coisa em mim de um jeito bem intenso: Gabi e Carol (sem palavras), Marcello (obrigada, obrigada, obrigada), Anelise, Sol, Alexandre, Anna, só para citar alguns.
- Queridos da Ananda Marga / Visão Futuro, que entraram em minha vida no casamento espiritual, durante um retiro, em fevereiro, e continuaram emanando luz e amor pra mim: Gustavo e Rafa, Raquel e Fabio, Indra Deva e Cleonice, Joschua (voz do paraíso), Dada (respeito, admiração), Didi (um metro e meio de ser humano com o coração maior que o mundo), entre outros tantos.
- criaturas do Oriente, que estiveram comigo na India e Butão, me ensinando tanto: Tsonan (guia do Butão), guia do Darjeeling (entrega total), guia do Kaziranga (esperou o tigre comigo), Raman, Monje do Darjeeling (aula de vida assim, ao vivo), Preetha (bruxa indiana poderosa), Karma Ura (pela generosidade de me receber na sua casa para um jantar em família), Morana, companheira de viagem surpreendente.
- Carol Bassols, segundo o Paulo, a que está entre os 5 dedos da minha mão direita de amigos :)
- Nati e Ana, fadas da minha vida, do meu casamento, da minha história (amo vocês).
- amigos de sempre, com quem troquei alguns emails / telefonemas, cafés gostosos, pessoas que São Paulo me trouxe de presente: José Carlos, Cris e Paulo Grise, Brasil, Nuno (de Portugal), Mauricio, Graça, Joana, Denuzzo, Josmar, Luciana Stein, Paulo Salomão.
- clientes, mestres e amigos (não necessariamente nesta ordem): Eduardo, Amando, Luiz, Mara, Tiago, Fernanda, Daniel, Eduardo, Marco, Cloger, Breno, Jorge, Elidio.
- Andréia e Eloá, fieis escudeiras do maridão na clínica.
- Andréia, meu anjo dentro de casa, feliz descoberta de 2011.
- Karine, que me ajudou a construir um lar lindo de morrer, cheio de boas energias.
- Cecília, Carla (da lunação), Rafael, Cris, Karina, Ivi, Clovis Peres, Ucha, Andressa, Gislaine (leio teu blog sempre, querida), Camila Varela, Bia (da acupultura), Sidnei, Telma, Adriano Silva (amo cada letra do que você escreve), Eliana e Helio (profes de yoga), Vanderlei (me coloca pra dançar), Franco (fotos com alma), Carol Konrath (agora mãe), Dra Elsa (pura entrega), Bigode, Karin, Alessandra Lago, Helio Athia, Louise, Nico, Lora, Maurem, Guidara, Rita, Roberta, Rodrigos (Vieira da Cunha e Mendes), Sabrina (argentina), Simone Orlandi (louca e linda), Sandra, Rosângela, Ana Chilanti (pela entrega).
- Bruna, surpreendente, competente, iluminada.
- Cosmopolitan girls: Pati, Ana e Fran.
- Casais do coração: Tiago e Bianca, Duso e Leticia, Marcelo e Karen, Lili e Luciano, Carlos e Patricia, Carol e Christian, Bia (que presente!) e Rick, Gabriela e Renato, Furlan e Carol, Zé e Carla, Patricia e Marco Fabio, Fran e Vini, Fabiano e Lia, Rangel e Rafa.
- Babies, crianças e anjinhos que me ensinaram muita coisa em 2011: Carol (ou Hipotenusa), que ficou com a gente o tempo suficiente para nos ensinar um amor incondicional, Manuela (nossa grande pequena mestre), Fefê, Nina, Bernardo, Antonio (deve estar pintando por aí hoje), Ninas (2 Ninas), Matheus, João Francisco (afilhado e lindo), Alice, Lorenzo, Isabel, Liz, Sofia, Elena, Laura, Angelina,...
Obrigada. Obrigada. Obrigada.
Feliz 2012!
Então, meus queridos, é assim, renovada, agradecida e entregue que eu entro neste 2012 tão esperado. O blog com um leve toque diferente no visual e uma Deinha totalmente zen, tentando ser bem leve e agradecida ao universo e às pessoas.
Minha listinha de gratidão foi grande e intensa. Queridos, mentalizei coisas muito boas para cada um de vocês. E agradeci muito por vocês existirem na minha vida! Vamos lá.
- Marco, marido lindo que me ensinou a ser eu mesma - tem coisa melhor que isto?
- mãe, manos (Carla e Fernando) e anexos queridos (André, Thaize e Davizão), por lembrarem que eu tenho raízes e que elas são sólidas e lindas.
- Betinha, vó Inai, Rosinha, Nelsinho, Marcia, Fabio, Vitor, Vinicius, Bibiana, Maira, Tia Luiza e outros queridos da nova família que eu ganhei de presente neste ano.
- Nextel forever: Januza (sem palavras, amiga), Daniela, Luciane e Angel, amigas do peito, tão longe e sempre tão perto nas nossas emoções e histórias.
- Lia, Elisa e Cris, presentes que o Mestrado deixou na minha vida (Du e Gustavo no pacote de queridos) + Aliomar, Zé, Pedro, Rafael, Renatô, Furlan, Linde, Tiso e turma toda.
- minha equipe de ouro (vocês me surpreenderam, de novo, no fim do ano) - Paulo ("o cara"), Mary (nossa mãezona), Karla (serzinho do bem), Bodan (paz em pessoa), Helen (caixinha de surpresas), Francisco (inquieto, intelectual), Dinara (nosso passarinho), Ana (kinder ovo), Mario (só sorrisos), Carol (e gourmet), Patricia (olho brilhante) e Fabio (nosso criativo super animado).
- Soneli e Jores (afilhados, padrinhos e amigos pra vida).
- Tia Carminha, Tia Sonia, Loloca, lindonas.
- Gestadoras e Celtas, mulheres fortes e guerreiras que instigaram o meu feminino de um jeito que eu ainda nem sei lidar direito: Monique (bruxa-mor de luz) e Zé, maridão que veio por tabela e me surpreendeu demais, Mariana, Kalps (anjo na terra), Cacau, Camila (doce presente no fim de 2011), Marcia, Stella, Renata, Carmem, Patricia e Regina.
- Grupo do The Art of Hosting, vocês mudaram muita coisa em mim de um jeito bem intenso: Gabi e Carol (sem palavras), Marcello (obrigada, obrigada, obrigada), Anelise, Sol, Alexandre, Anna, só para citar alguns.
- Queridos da Ananda Marga / Visão Futuro, que entraram em minha vida no casamento espiritual, durante um retiro, em fevereiro, e continuaram emanando luz e amor pra mim: Gustavo e Rafa, Raquel e Fabio, Indra Deva e Cleonice, Joschua (voz do paraíso), Dada (respeito, admiração), Didi (um metro e meio de ser humano com o coração maior que o mundo), entre outros tantos.
- criaturas do Oriente, que estiveram comigo na India e Butão, me ensinando tanto: Tsonan (guia do Butão), guia do Darjeeling (entrega total), guia do Kaziranga (esperou o tigre comigo), Raman, Monje do Darjeeling (aula de vida assim, ao vivo), Preetha (bruxa indiana poderosa), Karma Ura (pela generosidade de me receber na sua casa para um jantar em família), Morana, companheira de viagem surpreendente.
- Carol Bassols, segundo o Paulo, a que está entre os 5 dedos da minha mão direita de amigos :)
- Nati e Ana, fadas da minha vida, do meu casamento, da minha história (amo vocês).
- amigos de sempre, com quem troquei alguns emails / telefonemas, cafés gostosos, pessoas que São Paulo me trouxe de presente: José Carlos, Cris e Paulo Grise, Brasil, Nuno (de Portugal), Mauricio, Graça, Joana, Denuzzo, Josmar, Luciana Stein, Paulo Salomão.
- clientes, mestres e amigos (não necessariamente nesta ordem): Eduardo, Amando, Luiz, Mara, Tiago, Fernanda, Daniel, Eduardo, Marco, Cloger, Breno, Jorge, Elidio.
- Andréia e Eloá, fieis escudeiras do maridão na clínica.
- Andréia, meu anjo dentro de casa, feliz descoberta de 2011.
- Karine, que me ajudou a construir um lar lindo de morrer, cheio de boas energias.
- Cecília, Carla (da lunação), Rafael, Cris, Karina, Ivi, Clovis Peres, Ucha, Andressa, Gislaine (leio teu blog sempre, querida), Camila Varela, Bia (da acupultura), Sidnei, Telma, Adriano Silva (amo cada letra do que você escreve), Eliana e Helio (profes de yoga), Vanderlei (me coloca pra dançar), Franco (fotos com alma), Carol Konrath (agora mãe), Dra Elsa (pura entrega), Bigode, Karin, Alessandra Lago, Helio Athia, Louise, Nico, Lora, Maurem, Guidara, Rita, Roberta, Rodrigos (Vieira da Cunha e Mendes), Sabrina (argentina), Simone Orlandi (louca e linda), Sandra, Rosângela, Ana Chilanti (pela entrega).
- Bruna, surpreendente, competente, iluminada.
- Cosmopolitan girls: Pati, Ana e Fran.
- Casais do coração: Tiago e Bianca, Duso e Leticia, Marcelo e Karen, Lili e Luciano, Carlos e Patricia, Carol e Christian, Bia (que presente!) e Rick, Gabriela e Renato, Furlan e Carol, Zé e Carla, Patricia e Marco Fabio, Fran e Vini, Fabiano e Lia, Rangel e Rafa.
- Babies, crianças e anjinhos que me ensinaram muita coisa em 2011: Carol (ou Hipotenusa), que ficou com a gente o tempo suficiente para nos ensinar um amor incondicional, Manuela (nossa grande pequena mestre), Fefê, Nina, Bernardo, Antonio (deve estar pintando por aí hoje), Ninas (2 Ninas), Matheus, João Francisco (afilhado e lindo), Alice, Lorenzo, Isabel, Liz, Sofia, Elena, Laura, Angelina,...
Obrigada. Obrigada. Obrigada.
Feliz 2012!
domingo, 6 de novembro de 2011
O zangão e a borboleta
Faz mais ou menos um mês que eu participei de um encontro meio mágico, meio lúdico, meio espiritual, a até prático chamado The Art of Hosting. A iniciativa acontece no mundo todo e, desta vez, foi em Porto Alegre, para onde me mandei de mala e cuia e sem muitas expectativas. Fui totalmente no feeling, indicada por alguém que eu super confio e que também não sabia muito do que se tratava. Foi demais. Talvez um dos grandes marcos da minha vida. E deste ano, tão intenso e cheio de significados. Não foi assim tão forte somente pelo encontro, pela "técnica" do que foi passado, mas, principalmente, por quem esteve lá e que, felizmente, começa a fazer parte da minha vida agora. Uma das coisas que foi comentada no tal encontro de quase 4 dias é que na vida, coisas têm que acontecer, que vão começar na hora exata em que deveriam começar, vão terminar quando tiverem que terminar e que as pessoas que deveriam estar com você neste momento estarão lá. Nenhuma a mais, nenhuma a menos. Aceitar isto já facilita muita coisa. Este foi um dos ensinamentos, tão simples e tão intensos que vivi por lá e que, espero, consiga compartilhar muito em breve com um monte de gente bacana, destas que passam pela vida da gente. Pois bem, saí do AOH meio tonta, cheia de ideias e de sensações e deixei, de propósito, meio "de molho" aquele monte de tudo que vi e senti por lá. Escondi, literalmente, o caderno de mim mesma e fui, aos poucos, resgatando o que ficou. Reencontrei amigos queridos que fiz por lá (e que parecia que conhecia há décadas), em São Paulo e por aí. Sim, é possível fazer novos amigos depois dos 30. E, no feriado agora, o de Finados, reencontrei o Marcello, grande provocador do encontro, um destes seres de luz que esbarram na vida da gente e ficam. Com ele, num café da manhã que começou às 10h e terminou às 17h, com direito a almoço e muitos amigos na mesa, resgatei alguns outros conceitos do nosso encontro em Porto Alegre. Um deles, foi a deliciosa metáfora que ele fez sobre as nossas escolhas na vida. Podemos ser o que quisermos, quando quisermos, do jeito que quisermos. Aí ele resgatou a tal metáfora do zangão (pode ser abelha, se você preferir) e a da borboleta, numa quase releitura da cigarra e a formiga. Podemos na vida, sermos zangões, ou abelhas, e semearmos por onde passamos coisas boas. Polinizar, criar, reproduzir. Dá trabalho, mas é produtivo, rico, gera alguma coisa. Ou podemos ser meras borboletas, passeando por aí, sem deixar nada e ainda nos achando lindas de morrer com isto. Agora que nos aproximamos no tal 11/11 e que, segundo pessoas místicas e espiritualizadas, temos uma excelente oportunidade de escolhermos nossos destinos, acho que vale a reflexão e a escolha. Lembrando, meus queridos, que muitas vezes não escolher nada é também uma escolha.
sábado, 1 de outubro de 2011
Carta a um marido lindo
A semana que passou teve uma data importante para a Cabala. Dia 29 foi comemorado o “rosh hashana” que, a grosso modo (perdoem-me os entendidos), foi um dia importante para recomeçar. Deixar energias negativas para trás e abrir as portas para as boas energias. Nesta mesma semana, não por acaso, eu e o meu marido passamos por uma importante provação enquanto casal. Um momento triste, transformador e que nos uniu ainda mais. E, fechando este turbilhão que foi esta tal semana, hoje é o aniversário do Marco, meu companheiro, amigo querido, amante e marido (seis vezes marido, como ele diz). Estou cada vez mais segura de que o universo sabe o que faz. E sabia o que estava fazendo quando nos trouxe do RS para SP, cada um com suas histórias, para vivermos uma nova história, juntos, na terra da garoa. O Marco tem muito da energia do “rosh hashana”. É um ser mutante, livre, desapegado e aberto a receber e passar boas energias. Aliás, do abraço dele saem estrelinhas. Ele sabe como ninguém passar coisas boas pras pessoas e agora, muito recentemente, começou a se permitir receber tudo de bom que merece. Faz uns três anos que eu o conheci e não paro de me surpreender. Com a capacidade de se reinventar, de crescer como pessoa, de ouvir, e de amar incondicionalmente. O Marco não é um ser perfeito. Nem eu. Ufa. E eu o conheci com esta consciência. Não foi uma paixão avassaladora, daquelas que cega as pessoas (e depois tira o chão, quando a vida real começa a aparecer). Mas um amor lindo e construtivo que foi nascendo à medida em que fomos nos libertando dos nossos medos. É por isto que eu o admiro de verdade. É por isto que esta amor “vingou”. Pelo que ele é na raiz, com todos os defeitos e o absurdo de qualidades que tem. Pelo que descobrimos juntos e pelo tanto que crescemos como gente no decorrer da nossa relação. Sou uma criatura muito feliz, positiva, otimista. Tenho sorte, claro. Mas tenho os pés bem centrados para entender que soube semear naquele homem tão cheio de possibilidades um montão de coisas gostosas. Eu fico olhando por aí muitas amigas em busca do tal “amor de verdade”. E começo a me convencer, convivendo com o Marco, que ele está bem mais perto do que a gente imagina. Escondido dentro da gente (que nem aquela historinha de Deus que o indiano me contou). E que saber reconhecer isto facilita tudo na hora de escolher um companheiro de jornada. Quer ser amada? Ame primeiro. Sem cobrar, sem esperar muito. Se a pessoa com quem você vai compartilhar tudo isto tiver sensibilidade suficiente para entender a força disto, acredite, vale muito a pena. Amo o Marco pelo que ele é, do jeito que ele é. E também porque ele me lembra todos que eu tenho sangue correndo nas veias. Estou viva com ele. E isto, meus queridos, é o que faz valer muito a pena. Love you, meu lindo!
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O diabo em nós
Nos últimos dois dias eu participei de um encontro de Marketing Industrial que, felizmente, se mostrou bem surpreendente. Participo há alguns bons anos e desta vez saí de lá bem transformada. Não que nos outros anos não tenham sido maravilhosos os debates e os temas mas, neste ano, não pergunte por que, a aura tava diferente. Se falou muuuuito de gente. Não aquela gente como “capital humano”, “capital intelectual”. Mas gente de verdade, com carne, osso, alma, medos e limitações. Uma delícia. Eu ali, rodeada de executivos, todos vestidos iguais (99% de terno preto), enxergando de camarote cada um deles se abrir a mostrar um lado bem humano. Falou-se em essência, em confiança, em valor, em meditação e acolhimento. Parece que este jeito feminino de conduzir a vida começa a ser reconhecido. Yes, we can :) O melhor de tudo foi ver aqueles marmanjos todos no palco, abrindo seus corações, falando, se expondo e, pasmem, sendo acolhidos e aplaudidos pelos demais. Ninguém ficou “exposto”, passou por ingênuo ou romântico. Que nada. Parece que todos pensavam a mesma coisa. E alguns tiveram coragem de fazer a leitura do tal pensamento coletivo que estava por lá. Eis que chegou o diabo. Digo. O debate sobre o diabo. Mas antes, só para preparar o terreno, um pouquinho de Deus. Eu aprendi algumas coisas com a vida nos últimos anos sobre a tal presença divina em cada um de nós. Segundo uma história que um indiano me contou, Deus se escondeu da gente e nos deu o desafio de o encontrarmos. Saímos como loucos por aí, nesta busca desesperada e... nada. Na igreja, nos mosteiros, nos cantos todos inesperados da vida. Eis que Deus estava lá, bem confortável e sapeca, escondidinho dentro de nós. O problema é ter a consciência de olhar pra dentro e enxergá-lo. Metáfora linda para explicar que Deus está em nós. Simples assim. Mas como é complicado...
Pois bem. Eis que em um determinado momento começou o tal assunto do ser humano na sua incompletude, com suas fragilidades. Admiti-las e permitir conexões nestas brechas de imperfeições nos faz crescer como pessoas. Pode errar, pode recomeçar. Pena que não nos contaram isto na escola. Só que diferente de errar e se aceitar imperfeito, o que não pode é dividir a alma. E aí entra o diabo, com ou sem tridentde pontudo na mão. você escolhe. Segundo Jean Bartoli, um francês que muda minha vida cada vez que abre a boca, o diabo é simplesmente “aquele que divide, que separa, que quebra”. Ou seja, assim como Deus está em nós (e não é responsabilidade de ninguém, que não nossa, encontrá-lo), a presença do tal diabo nas nossas vidas também é uma escolha nossa. Se deixarmos nossa alma se dividir, estamos diante dele. Se não enxergarmos que a pior pessoa para nós mesmos somos nós mesmos e que temos um potencial destruidor enorme, não há Deus “que salve”. O significado de satanás está também muito próximo disto. É “aquele que acusa”. Ou seja, está presente toda vez que perdemos a noção da nossa completude e acusamos os outros, passamos para fora uma responsabilidade que é nossa. O ser satânico é, ainda segundo Bartoli, aquele que diante do problema acusa, vira membro de uma manada e não assume seu papel de indivíduo consciente. Era tão mais fácil quando havia um ser sagrado lá fora pronto para nos salvar de todos os males. Pois é, parece que ele não existe assim, deste jeito. O ser divino e todo o mal estão dentro de nós, ao mesmo tempo, todo o tempo, num conflito eterno e inacabado. Fechar os olhos e escutar os sussuros desta batalhas pode ser o primeiro passo para nos encontrarmos enquanto indivíduos indivisíveis que somos, tão completos e tão imperfeitos, graças a Deus.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Anjos não têm asas
Hoje eu vou fazer na minha casa um ritual bem simples que simboliza que estou recebendo por alguns dias uns anjos que vêm para cuidar da gente e trazer coisas boas pro nosso lar. Depois, eles descansam uns dias e seguem a jornada, em outras casas. Mais ou menos como aquele ritual católico (quem é do interior sabe do que eu estou falando) que um santo da Igreja circula pelas casas, passa uns dias e segue sua missão. O ritual, super simbólico, tem um monte de coisas boas por trás. O principal dele é a minha certeza de que os anjos existem. Melhor, nem todos têm asas. Mesmo assim, são lindos e fazem um bem enorme. Tenho conhecido nos últimos tempos muuuuitos deles. Brancos, pretos, amarelos, velhinhos, jovens, lindos, feinhos, simpáticos, sorridentes. Vêm de todas as partes e muitas vezes não têm vínculo nenhum oficial comigo. Eles aparecem nas ruas, do nada, e, como não têm asas para sinalizar seus "status" passam no olhar suas identidades secretas. Viver em São Paulo, uma cidade tão intensa e corrida parece não combinar com este tipo de habitante. Mas eu posso afirmar: eles existem aos montes, por aqui e em tudo que é canto. Felizmente, eu tenho um bom olho para identificá-los e consigo, ao final de cada dia, contabilizar alguns dos que passaram pela minha vida e a tornaram mais leve e mais gostosa. Os oficiais e os mais tímidos, que deixaram sua pitada de bem e nem pediram crédito. Eu andei conversando ultimamente com um monte de gente sobre a tal teoria do que aconteceria com a Humanidade em 2012. São muitas as especulações e poucos os fatos. Mas alguns bons depoimentos se repetem no que diz respeito a buscarmos, principalmente neste período (pré-2012) pessoas "do bem", que estão dispostas a fazer um pouquinho mais, sem esperar nada em troca. Segundo as tais teorias, nos aproximarmos destes campos energéticos num momento tão significativo vai limpar as nossas energias e nos tornar pessoas mais sensíveis para sentirmos de fato o que vem por aí em termos de ensinamentos e experiência de vida. O meu anjo, pra quem ainda não conhece, é um fofo. Super disposto e muito atento. É também super sociável. Tomara que ele continue encontrando pelo caminho companheiros de jornada tão maravilhosos e cheios de luz. Em São Paulo, em Cachoeira ou no Butão.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Descanso da guerreira
Eu nunca tive aula com a Vera Gerson. Mas tive o privilégio de ter convivido / continuar convivendo com uma turma de gente boa que ela ajudou a formar e a virar adulto na vida. A Vera sempre foi uma referência na Fabico, uma faculdade que, muitas vezes por falta de recursos financeiros, se obrigava a ensinar a pensar. Claro, nem todos os professores tinham esta percepção. Mas a Vera foi mestre nisto. Posso contar assim, rapidinho, pelo menos umas dez pessoas maravilhosas que a Vera ajudou a fazer crescer. Ela ensinou os alunos a virarem gente, a planejarem empresas e as suas vidas pessoais. Desde que eu a conheci, por intermédio da Januza, sua fiel escudeira, passei a admirá-la, sempre cheia de problemas na vida e sempre, sempre mesmo, sorridente. Ela não se queixava da vida, não se enxergava como vítima. Alegre, vibrante, forte, fazia de conta que a tal doença não estava rondando. E foram anos nesta luta. Ontem eu estava conversando com o Bodan, que trabalha comigo, um serzinho com um entendimento todo especial sobre as coisas da vida. E ele comentava do medo que dá de colocar um filho no mundo no meio de tanta coisa estranha que temos visto por aí. Mas ele resolveu olhar esta história por outro lado e se deu conta que colocar uma pessoa bacana no mundo, ensiná-la a amar e a cuidar dos outros, pode ser um belo gesto. E que valeria a pena tentar. A Vera foi uma destas pessoas, que alguém teve coragem de colocar no mundo e que fez toda a diferença por onde passou. Ela me indicou simplesmente os melhores profissionais de RP que já trabalharam comigo (muitos, felizmente, continuam na minha equipe). Sempre tinha um “filhotinho” pra me passar, toda faceira e certa de que eles iriam longe. Por isto, fez muito mais do que precisaria e agora pode descansar em paz porque sabe que deixou na Terra um monte de bons frutos que vingaram e que nunca vão esquecer do seu exemplo. A Vera foi uma daquelas pessoas que levou a sério a máxima de que “a vida é muito curta pra ser pequena”.
“A vida é muito curta pra ser pequena.” Benjamim Disraeli
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